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Aparecida de Goiânia conta com equipamentos destinados ao monitoramento do volume de chuvas e de áreas consideradas de risco no município. Os pluviômetros foram instalados em pontos estratégicos da cidade, incluindo o alto do Parque Serra da Areia, e têm como objetivo auxiliar na prevenção de alagamentos, enchentes e outros impactos provocados por eventos climáticos extremos.
Parte dos equipamentos foram instalados durante a gestão do ex-prefeito Maguito Vilela, em conjunto com a Defesa Civil municipal, à época sob a responsabilidade do superintendente Juliano Cardoso. Os aparelhos realizam a medição do volume de chuva em milímetros e contribuem para o acompanhamento de regiões próximas a córregos e rios que cortam Aparecida de Goiânia.
Com funcionamento por meio de comunicação via satélite, os pluviômetros enviam informações em tempo real à Defesa Civil. Os dados permitem o acompanhamento das condições meteorológicas antes, durante e depois das tempestades, possibilitando que os órgãos responsáveis adotem medidas preventivas e emitem alertas quando houver risco à população.
Monitoramento dos rios e córregos
Ao todo, foram instalados, à época, nove pluviômetros e duas estações hidrológicas, localizadas nos ribeirões Santo Antônio e Lages. Diferentemente dos pluviômetros, as estações hidrológicas têm como uma de suas principais funções acompanhar a profundidade dos cursos d’água, especialmente durante períodos de chuva intensa.
O monitoramento é considerado estratégico para identificar rapidamente a elevação do nível dos ribeirões e permitir ações preventivas em áreas próximas, reduzindo os riscos de acidentes, mortes e prejuízos materiais para moradores e pedestres. A atuação preventiva já colocou Aparecida de Goiânia em posição de destaque em ações de Defesa Civil, especialmente pela capacidade de identificar situações de risco antes que elas possam evoluir para ocorrências de maiores proporções.
Eventos climáticos extremos aumentam preocupação
A importância desse tipo de monitoramento ganhou ainda mais relevância diante do avanço dos eventos climáticos extremos registrados nos últimos anos. De acordo com dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), 2025 foi o terceiro ano mais quente já registrado no planeta, com a temperatura média global chegando a 1,47°C acima dos níveis pré-industriais, considerando o período de 1850 a 1900.
No Brasil, o aumento das temperaturas esteve associado a uma sequência de eventos climáticos extremos que, segundo os dados citados, afetaram 336.656 pessoas e provocaram prejuízos econômicos estimados em R$3,9 bilhões. Além do calor intenso, as mudanças nas condições climáticas podem favorecer a ocorrência de tempestades severas, capazes de provocar alagamentos, deslizamentos, destruição de imóveis, interrupções no fornecimento de energia elétrica e danos às redes de telefonia, além de colocar vidas em risco.
Tecnologia como ferramenta de prevenção
Diante desse cenário, equipamentos de monitoramento meteorológico e hidrológico assumem papel cada vez mais importante na prevenção e na redução dos impactos provocados pelas chuvas intensas. Em Aparecida de Goiânia, a estrutura instalada com participação do Cemaden, órgão do governo federal, e do Cimego, ligado à Superintendência de Gestão Ambiental, possibilita que informações sobre as condições de chuva e dos cursos d’água sejam acompanhadas de forma contínua.
As informações coletadas podem auxiliar na tomada de decisões, na orientação da população e na adoção de medidas emergenciais em regiões que apresentam maior vulnerabilidade. Em um cenário de eventos climáticos cada vez mais intensos, o monitoramento permanente se torna uma das principais ferramentas para prever riscos, proteger vidas e reduzir os prejuízos causados pelas chuvas no município.
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