Moradores de vários setores de Aparecida de Goiânia procuraram a nossa reportagem, para relatar uma situação que tem trazido preocupação nos últimos dias. Trata-se da quantidade de mosquitos Aedes Aegypti, transmissores da Dengue, Chikungunya, Febre Amarela Urbana, entre outras doenças, que vem tirado a vida de milhares de brasileiros todos os anos. Parecidas com muriçocas, fêmeas do Aedes Aegypti necessitam do sangue humano para concluir a ovulação, dando origem às famosas larvas, presentes em recipientes e locais com acúmulo de água.
Segundos residentes dos setores Colina Azul e Cidade Livre, mesmo com as constantes inspeções feitas em quintais, jarros de plantas e calhas, aplicando remédios específicos para o combate, por parte de agentes epidemiológicos da Secretaria Municipal de Saúde de Aparecida, é possível notar a forte presença dos mosquitinhos que se destacam pelas manchas brancas em membros inferiores: “já não sei o que fazer, coloco inseticidas, uso o ventilador, e não resolve. Meu quintal está limpo, não tem acúmulo de água e nem de entulho”, relatou ao Jornal Goiás em Foco a servidora pública aposentada, Ana da Silva.
Apenas nos cinco primeiros meses do ano passado o Brasil ultrapassou mil mortes por dengue, conforme dados do Ministério da Saúde, colocando os Estados de São Paulo, Paraná e Minas Gerais no centro do problema. Conforme apurado durante está edição, problemas culturais estão entre os principais fatores para o aumento de casos; seja por conta da destinação irregular do lixo, falta de higiene em lotes e residências, ou até mesmo por conta da falta de informação em torno do tratamento adequado de piscinas, vasos de plantas e demais recipientes domésticos.
“Existe uma mania de jogar copos descartáveis, latinhas e demais materiais nas ruas, lotes baldios e até nos próprios quintais das residências. Acredito que é mais um problema cultural que de saúde pública”, pontuou ao GF a professora do ensino médio, Carla Alcantara.
A situação tende a agravar com a quantidade de chuva que vem caindo em Aparecida, colocando em risco a saúde da população, principalmente de pessoas portadoras de algum tipo de comorbidade. Entramos em contato com a Secretaria de Saúde de Aparecida para obter uma resposta em torno do problema, como também para repassar a solicitação do “Carro Fumacê”, um veículo especial que dispensa inseticidas em grande escala, por parte dos moradores.
Veja a nota da SMS na íntegra:
A Secretaria Municipal de Saúde de Aparecida (SMS) informa que as ações de controle vetorial no setor Colina Azul estão atualizadas, com cobertura de 100% do bairro realizada entre o final de novembro e o mês de dezembro. Atualmente, a área está sob vigilância entomológica, com 13 ovitrampas para monitoramento do Aedes aegypti. O reinício das visitas domiciliares está previsto para o dia 15 de janeiro.
O serviço de UBV (“fumacê”) é utilizado apenas em áreas com alta densidade vetorial e transmissão confirmada de arboviroses, como medida complementar e emergencial. A SMS reforça que o controle mecânico, por meio da eliminação de criadouros, continua sendo a principal estratégia, contando com a participação ativa da população, para a prevenção das arboviroses, como a dengue.
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