Proprietários de chácaras e produtores rurais de Aparecida de Goiânia procuraram a reportagem do Jornal Goiás em Foco para denunciar uma suposta articulação de grupos que estariam planejando invadir propriedades privadas no município durante o período eleitoral.

De acordo com os relatos recebidos pela reportagem e informações obtidas ao longo desta edição, pessoas provenientes de diferentes regiões de Goiás estariam se organizando em pontos estratégicos da cidade com o objetivo de ocupar áreas particulares. Segundo as denúncias, os organizadores estariam utilizando o nome de pré-candidatos para atrair interessados e fortalecer o movimento. Até o momento, não há comprovação de envolvimento ou participação desses pré-candidatos na suposta organização.

Conforme apurado pelo JGF, lideranças desses grupos orientariam a participação de idosos, gestantes e pessoas com deficiência nas primeiras linhas das ocupações. Segundo as denúncias, a estratégia teria como finalidade dificultar uma eventual ação imediata das forças de segurança durante o cumprimento de medidas judiciais ou de desocupação.

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Produtores rurais afirmam que vivem um clima de preocupação diante da possibilidade de invasões e cobram maior atuação preventiva das autoridades estaduais e municipais. Eles defendem o reforço do policiamento em áreas rurais e a adoção de medidas que garantam a proteção da propriedade privada e a segurança das famílias que vivem e trabalham no campo.

Outro ponto destacado pelos denunciantes é o período eleitoral. Na avaliação deles, esse contexto poderia favorecer a mobilização dos chamados "assentados", uma vez que situações envolvendo conflitos fundiários costumam ganhar maior repercussão pública e podem influenciar o debate político e eleitoral. 

A Constituição Federal assegura o direito à propriedade, ao mesmo tempo em que estabelece que sua utilização deve atender à função social, cabendo ao Poder Judiciário decidir sobre eventuais conflitos possessórios. Invasões de imóveis particulares e processos de reintegração de posse devem seguir os procedimentos previstos na legislação brasileira.

A reportagem do Jornal Goiás em Foco continuará acompanhando o caso e buscará posicionamento da Polícia Militar de Goiás, da Polícia Civil, da Prefeitura de Aparecida de Goiânia, do Governo de Goiás e de eventuais representantes dos grupos mencionados. O espaço permanece aberto para manifestação de todos os citados, em respeito ao contraditório e à ampla defesa.

FONTE/CRÉDITOS: Jornalista Brunno Moreira