Motoristas e motociclistas de Aparecida de Goiânia têm relatado uma série de problemas mecânicos que, segundo eles, começaram logo após abastecimentos realizados em alguns postos de combustíveis do município. Nos primeiros dias de julho, diversos consumidores procuraram a reportagem do Jornal Goiás em Foco para denunciar falhas momentâneas nos veículos, perda de potência, dificuldade para dar partida e, em casos mais graves, danos ao sistema de alimentação do motor.

Entre as principais reclamações estão a presença de uma substância semelhante à água misturada ao combustível, além de prejuízos envolvendo bombas de combustível, bicos injetores, filtros e outros componentes do sistema de injeção eletrônica. Os consumidores afirmam que, após o abastecimento, precisaram recorrer a oficinas mecânicas para realizar a drenagem do tanque e substituir peças danificadas.

"Meu carro é novo. Depois que abasteci em um posto de combustível próximo da minha casa, ele simplesmente não quis ligar mais. Foi preciso esgotar todo o combustível do tanque para que o veículo voltasse a funcionar normalmente", relatou um dos consumidores à reportagem.

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Além da suspeita sobre a qualidade do combustível comercializado, outra situação tem chamado a atenção dos clientes. De acordo com os relatos recebidos, alguns estabelecimentos estariam orientando que o pagamento via PIX seja realizado diretamente para contas bancárias de funcionários, em vez da conta da empresa responsável pelo posto. A prática também levanta questionamentos quanto à emissão de comprovantes fiscais e à transparência da operação, fatores considerados importantes caso o consumidor precise comprovar o abastecimento para eventual pedido de ressarcimento.

Especialistas em defesa do consumidor orientam que o motorista sempre exija a nota fiscal ou cupom de abastecimento, guarde os comprovantes de pagamento e, caso o veículo apresente problemas logo após o abastecimento, procure imediatamente uma oficina para emissão de um laudo técnico. A documentação poderá ser utilizada em eventual reclamação junto aos órgãos de defesa do consumidor ou em ações judiciais para reparação dos danos.

A reportagem do Jornal Goiás em Foco continuará acompanhando os casos e buscará posicionamento dos postos citados pelos consumidores, bem como dos órgãos de fiscalização competentes, para apurar as denúncias e esclarecer a origem dos problemas relatados pelos motoristas.

FONTE/CRÉDITOS: Jornalista Brunno Moreira