A pintura surgiu na pré-história, através dos povos nômades por onde eles passavam, deixando suas marcas e desenhos feitos de carvão nas paredes rochosas. Recentemente na Espanha, descobriu-se que uma das primeiras pinturas feitas pelo ser humano foi há 42.000 anos. A pintura é uma forma de transmitir suas ideais, sentimentos e visões, para alguns artistas essa expressão vem através de suas imaginações, aquilo que sente e ver como forma de demonstrar esse afeto.
Nathália Furtado de Almeida Costa, jovem de 22 anos, estudante de arquitetura e urbanismo, iniciou suas obras após fazer uma arte de presente para sua namorada e perceber que aquilo se tornou uma terapia. Tendo Frida Kahlo como inspiração, hoje leva a arte como parte de sua vida e algo que se tornou uma profissão. “Como eu comecei como uma forma de terapia, não imaginava que tantas pessoas fossem se identificar. Eu deixo aberto o entendimento do que as obras significam para quem vê, mas espero que elas transmitam uma ideia de identidade e identificação”.
Para Nathália, uma das maiores dificuldades no início foi perder o medo e a conciliação entre o trabalho fixo e a arte, mas através do seu esforço e divulgação do seu trabalho em suas redes sociais, principalmente em seu instagram, onde publica várias imagens de suas obras, e o apoio que recebeu de pessoas próximas, foi um incentivo para seguir o seu trabalho.
“O que almejo para futuro é ter meu próprio espaço para produção e exposição, mas o que mais desejo é espalhar a visão de arte como terapia. Assim que possível, pretendo começar oficinas, seria incrível ajudar pessoas através delas”, destaca Nathália.

Fotos da Nathália: Instagram @des_compasso
Débora Faleiro de Lima (21), estudante de design amplo, destaca que a sua inspiração pela pintura vem através dos seus sentimentos, até em seus momentos tristes, contextos atuais e o que se relaciona com sua personalidade e a relação com pessoas que gosta, são fatores importantes que determinam sua vontade de passar para o papel. Tendo como principal objetivo, fazer com que as pessoas se identifiquem com seus desenhos e pinturas, trazendo pautas como inclusão.
Para Débora, o mercado de trabalho dos artistas e pintores ainda é desvalorizado e subestimado, que muitos artistas passam por pessoas que querem os desenhos e artes de graça, não valorizando o esforço e talento do autor daquela obra. “Diria que é uma profissão que as pessoas vêem como hobby e não como um trabalho de verdade, é essencial para a alma, para o mundo”.
Iniciou seu trabalho com a arte em 2013, tendo Van Gogh como sua maior inspiração do mundo artístico, ressaltando que apesar de todas as tristezas de sua vida, nunca deixou de pintar suas telas. Débora passou por um momento indelicado em sua vida, quando desenvolveu depressão e transtorno de ansiedade, deixando de lado o que mais gosta de fazer, que é a pintura. Mesmo enfrentando muitas dificuldades, o apoio de sua família foi um papel importante para seguir lutando pelos seus sonhos, “O que eu quero pra minha carreira é me tornar uma artista plástica, que um dia terei uma exposição só para mim, e vou poder desenhar e mostrar livremente minha arte para o mundo”.
Outros artistas que também inspiram Débora: Frida Kahlo, Nath Araújo, Renata Celi e suas professoras de curso, a artista plástica Fabíola Morais e a ilustradora infantil, Adriana Mendonça.

Fotos da Débora: instagram @debrlm
A também jovem recém formada em arquitetura e urbanismo, Luísa Alves Santana, de 23 anos, focada mais em artes de arquiteturas e paisagens, teve seu curso como primordial de incentivo. Entender o quão a arquitetura representa na vida das pessoas e sua importância para a cidade, poder desenhar cada traço e cada arquitetura, se tornou um grande aprendizado em sua carreira.
Luísa espera que suas obras possam transmitir a mesma energia positiva que ela sente ao ilustrar e acredita que o desenho tenha essa capacidade de captar e memorizar emoções e histórias. Para ela, sair e se conectar com o mundo a fora é também uma forma de trazer inspirações e grandes incentivos.
Um dos principais trabalhos feitos pela artista foi o “Edifícios Art Déco de Goiânia”, projeto que surgiu através de um trabalho de faculdade, abordando os primeiros edifícios construídos em Goiânia. “Eu espero levar principalmente por eu ter começado este acervo Art Déco, valorizar a arquitetura local o máximo possível, então é uma forma de disseminar essa valorização entre as pessoas, através do meu trabalho”.

Fotos da Luísa: instagram @luisaalves.arq
Luísa também reforça a importância da valorização de artistas locais, tendo como exemplos de admiração e a forma como expressam seus trabalhos, seu professor, Fernando Simon, os artistas, Nathália Furtado, João Victor Moura, Camila Fidelis, Vanessa Rezende e Lucas França.
“A arte existe porque a vida não basta.”
- Ferreira Gullar.
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