A justiça goiana continua em débito com a população, dois casos de grande repercussão envolvendo pessoas públicas seguem sem solução até a presente data. Um deles é o assassinato do radialista Valério Luiz, que após dez anos a justiça ainda não conseguiu condenar os culpados.
Valério foi morto com vários tiros na porta da emissora de rádio onde trabalhava no setor Serrinha, em Goiânia. O radialista era conhecido como um profissional polêmico, e que fazia duras criticas a diretores de clubes de futebol do estado. Valério era filho do também cronista esportivo e deputado estadual, já falecido, Manoel José de Oliveira, conhecido (Mané de Oliveira), que lutou por justiça até os seus últimos dias de vida, morrendo em 13 de fevereiro de 2021, aos 80 anos vítima de câncer no pulmão.
Em 14 de junho deste ano, o julgamento do caso foi adiado pela quarta vez, sendo remarcado para o mês de dezembro, sendo antecipado para novembro. O adiamento foi justificado pela saída de uma das testemunhas do isolamento determinado pela justiça em caso de Júri Popular, situação que causou desconforto e desconfiança por partes envolvidas no processo.
Caso Walisson Miranda
Outro caso sem solução que intriga a população goiana é a morte do soldado da Companhia de Policiamento Especializado-CPE, Walisson Miranda. Em 23 de setembro de 2019, o policial realizava um patrulhamento na região do Anel Viário quando foi baleado na cabeça, morrendo poucos minutos após dar entrada em uma unidade de saúde de Aparecida.
Filho de família humilde, o jovem da periferia de Aparecida conseguiu estudar, e passar em um dos mais difíceis concursos do estado de Goiás, não se contentando, logo foi aprovado no curso do policiamento especializado, promovendo vários trabalhos de relevância na corporação.
A morte do jovem soldado ganhou repercussão nacional, sendo lembrado pelo então Ministro da Justiça, Sérgio Moro, que cobrou solução do crime. O cortejo do soldado foi acompanhado por amigos, familiares, admiradores e autoridades goianas, entre elas, o Governador de Goiás Ronaldo Caiado, que em seu discurso afirmou que haveria justiça, identificando e prendendo os culpados da morte cruel do soldado que perdeu a vida enquanto trabalhava para o estado.
Investigações
Uma reconstituição foi realizada utilizando as informações repassadas por testemunhas. De acordo com elas, um veículo modelo Chevrolet S10, se aproximou da viatura descaracterizada e efetuo o disparo fatal que transfixou a cabeça do militar, atingindo também o braço de outro policial. Até o presente momento a polícia não apresentou nenhum suspeito do crime, e nem mesmo uma satisfação para a sociedade que espera angustiada o desfecho do caso.

Veja o vídeo do dia do cortejo do corpo do soldado:
https://www.youtube.com/watch?v=kr0OO9Fnhp0
Brunno Moreira
Jornalista ®0004120/GO
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