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Quinta-feira, 07 de Maio de 2026
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Polícia

Garagem não entrega veículos, e vira caso de polícia em Aparecida

Indignados com a situação, os clientes foram para a porta do estabelecimento localizado no Jardim Monte Cristo, local que os vendedores se evadiram com medo de retaliações.

Brunno Moreira
Por Brunno Moreira
Garagem não entrega veículos, e vira caso de polícia em Aparecida
Redação Jornal Goiás em Foco
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Clientes de uma garagem de veículos de Aparecida de Goiânia recorreram à polícia nesta sexta-feira (01), após não receberem os veículos vendidos pela loja de usados. Conforme informações dos clientes, eles repassaram valores para a loja, com a promessa de receberem uma ligação em até três dias, e posteriormente pegarem o veículo escolhido na loja. O que não aconteceu, e o caso foi parar no 3º Distrito Policial de Aparecida de Goiânia.

Conforme os clientes que alegam prejuízos, após repassarem valores provenientes de economias do decorrer de anos, na tentativa de realizar o sonho de ter o próprio veículo, os responsáveis pela loja propuseram um distrato, cancelando a venda dos veículos, mas com a retenção de 30% do valor repassado no ato da compra. Situação que não foi aceita pelos clientes que acionaram a polícia militar.

Indignados com a situação, os clientes foram para a porta da garagem localizada no Jardim Monte Cristo, local que os vendedores se evadiram com medo de retaliações. Com o enceramento do expediente, a loja de veículos usados que foi inaugurada recentemente na região, precisou ser fechada pela advogada de defesa do comerciante que deve ser investigado pela polícia civil, por conta da ausência dos funcionários. 

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“Sou da cidade de Caiapônia, estou aqui sem dinheiro e local para me alojar, tentando pegar o carro que comprei através de um crediário realizado na loja. Não tenho dinheiro, minhas economias foram utilizadas na entrada do veículo”, relatou um idoso que alega ter sido vítima do estabelecimento, mas que não preferiu se identificar. Alguns clientes alegam que os veículos apresentados pela loja, foram vendidos para mais de uma pessoa, além do mesmo carro ter sido visto em outras garagens próximas.

“Eu dei uma entrada de 10 mil, sendo 5 em um HB20s e 5 em um Fiat Punto, após repassar os valores, me alegaram que eu receberia uma ligação, e após 24 horas, pegaria o veículo. Ao me deslocar até a garagem, os vendedores sairam correndo em carros que eram ofertados na loja, situação que notei que existia algo errado. Não vou aceitar pagar 30% de multa de quebra de contrato, por conta de suspeitar que um veículo foi vendido para várias pessoas”, relatou Emily Cristina.

“Eu comprei um Gol G7 no último dia 9, me alegaram que com três dias me ligariam para confirmar os dados, e com 15 dias eu estaria com o carro. Como não entraram em contato comigo, liguei para o responsável pela garagem, que me tratou de forma grosseira. Após retirar o material que cobria a placa do veículo, notei que os dados não batiam, o ano e potência do motor, eram diferentes com as informações repassadas no ato da compra, fazendo com que eu entrasse em contato novamente com o vendedor, que não sanou minhas dúvidas. Logo o veículo foi anunciado novamente na página do Instagram da loja, situação que questionei novamente, e tive como resposta que era uma estratégia de marketing”, destacou a cliente Bruna Santos. 

Carros abaixo do valor da Fipe

Durante a reportagem, notamos que as informações repassadas pelos clientes que alegam que foram lesados, dão conta que os veículos foram ofertados abaixo da tabela da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas-FIPE: “eles me ofereceram um HB20 sedan por 35 mil reais, com uma entrada de 10 mil, que foi repassada, e fiquei aguardando a ligação com a confirmação dos dados, para receber o veículo que eu tanto desejei”, finalizou uma das reclamantes, que registrou boletim de ocorrência na manhã desta sexta-feira (01).

Conforme a defesa do proprietário da garagem:

“Estamos assinando os “distratos”, mas com a negativa de algumas pessoas, fica impossível devolver os valores arrecadados no início das negociações. É preciso que os reclamantes aceitem assinarem documentos que interrompam o contrato, para solucionarmos o desacordo comercial”, pontuou a advogada de defesa da loja de usados, Dra. Mariana Amâncio. 

Conforme a defesa existem alguns casos, que a revolta é por conta da negativa da financeira responsável pelo financiamento do veículo, causando a indignação no cliente, resultando em um efeito “manada” com demais pessoas. “Os casos que não foram identificados quebra de contrato por parte da loja, a retenção de uma porcentagem do valor, é legítimo perante o contrato estabelecido, sendo um valor estabelecido de 30%”, finalizou Dra. Mariana Amâncio, responsável pelas negociações entre a garagem e os reclamantes.

Polícia civil deve investigar o empresário   

Após a procura por parte dos clientes que alegam prejuízo na compra dos veículos na loja situada no Jardim Monte Cristo, em Aparecida, a polícia civil deve investigar o caso, caso comprovado que o empresário agiu de má-fé, ele deve responde pelo crime de estelionato, artigo 171 do código penal brasileiro, com pena de um a cinco anos de prisão, mais multa. Caso comprovado o delito, o empresário pode sofrer sanções administrativas reparadoras, por conta do constrangimento oferecido aos clientes que buscaram adquirir os veículos. O proprietário da loja não foi encontrado.

FONTE/CRÉDITOS: Jornalista Brunno Moreira, Registro Federal 0004120-GO
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