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Quinta-feira, 11 de Junho de 2026

Justiça

Moradores organizam caravana para protestar no Ministério Público contra Saneago

Comércios têm deixado a região em razão das constantes interrupções no fornecimento de água

Brunno Moreira
Por Brunno Moreira
Moradores organizam caravana para protestar no Ministério Público contra Saneago
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Moradores e comerciantes de diversas regiões de Aparecida de Goiânia estão mobilizando uma caravana para realizar um protesto junto ao Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO) contra as frequentes interrupções no fornecimento de água no município. A manifestação tem como principal objetivo cobrar providências em relação aos constantes rompimentos das adutoras que ligam o Sistema Lages, localizado às margens da Serra das Areias, a diversos bairros da cidade.

Entre as regiões mais afetadas estão Colina Azul, Cidade Livre, Jardim Riviera, Comendador Walmor, Rio Vermelho, Setor dos Estados e outros setores que, segundo os moradores, enfrentam problemas recorrentes de desabastecimento. De acordo com relatos, as interrupções ocorrem praticamente todas as semanas e, em muitos casos, ultrapassam 15 horas de duração.

Além dos transtornos para as famílias, comerciantes afirmam que os problemas têm provocado prejuízos financeiros e afetado a atividade econômica local. Moradores também relatam desvalorização dos imóveis nas regiões atingidas, uma vez que a instabilidade no abastecimento já se tornou uma situação conhecida pela população.

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Diante da frequência das ocorrências, parte dos moradores decidiu voltar a utilizar antigas cisternas como alternativa para garantir o acesso à água. Mesmo assim, eles afirmam continuar sujeitos à cobrança das taxas mínimas pela concessionária responsável pelo serviço.

Outro ponto de preocupação envolve a segurança. Segundo os moradores, os constantes rompimentos das adutoras representam riscos para motoristas e pedestres que circulam por bairros como Cidade Livre, Independência Mansões e Jardim Riviera. Eles alegam que o rompimento repentino das tubulações pode causar grandes erosões e danos às vias, colocando em risco veículos e pessoas.

A moradora Solange Ribeiro, uma das participantes da mobilização, informou que o protesto busca sensibilizar o Ministério Público para a abertura de uma ação coletiva contra a concessionária. Segundo ela, apesar das interrupções frequentes no fornecimento, os consumidores não recebem descontos proporcionais nas faturas de água, o que tem aumentado a insatisfação da população.

FONTE/CRÉDITOS: Jornal Goiás em Foco
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