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Quarta, 22 de setembro de 2021
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Praça Coronel Joaquim Lúcio em Campinas, a nova cracolândia de Goiânia

Comerciantes e moradores vivem com medo

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O local faz parte da história de Goiás, e vem sendo tomado por usuários de drogas, traficantes, e animais abandonados, em que são alimentados pelos frequentadores da praça. Campinas é o bairro mais antigo de Goiânia, foi fundado em 1810, na época considerado um município, que levava o nome de Campininha das Flores, extinto, sendo agregado ao município de Goiânia durante a gestão do Interventor de Getúlio Vargas em Goiás, Pedro Ludovico Teixeira. Após o seu bi centenário, podemos observar suas construções deterioradas por falta das devidas manutenções.

A praça Coronel Joaquim Lúcio fica bem no final da Avenida 24 de outubro, ao lado de cartórios, emissoras de rádio, hospitais, e várias lojas de diversos segmentos. Durante o dia, milhares de pessoas transitam pela região, mas o medo de roubos devido a presença de usuários de crack, e aviõezinhos do tráfico, faz com que comerciantes, moradores, e até mesmo visitantes, evitem o local.   

Frequentamos o local por três dias, e notamos que traficantes que abastecem a região, se travestem de vendedores ambulantes para repassarem os entorpecentes para os moradores e usuários de drogas da praça. Durante a nossa presença, conseguimos contar 48 pessoas, sendo elas em situação de rua, usuários de substâncias ilícitas, álcool, e até mesmo de outras regiões que se reúnem no local para consumir crack. 

Uma espécie de lavatório de mãos móvel foi implantado na praça pela Prefeitura de Goiânia, para tentar diminuir a contaminação pelo vírus da Covid-19 entre os andarilhos. Fogões improvisados com tijolos, e locais para o repouso, foram criados pelos frequentadores que revezam entre o coreto da Praça Joaquim Lúcio, com a região da Matriz de Campinas. 

Conversamos com comerciantes próximos da praça, eles relataram que trabalham com medo, por conta da quantidade de pessoas consumindo drogas, e destacaram para a nossa equipe, que em determinados dias da semana, a quantidade de usuários dobram, ficando impossível caminhar na região. Após a chegada da pandemia da covid-19, houve um aumento significante de pedintes, e aqueles que usam o local para se abrigarem, uma situação vantajosa para traficantes que exploram essas pessoas vulneráveis, relata o empresário que optou em não se identificar.  


A situação no local é degradante, problemas sociais que vem crescendo de forma assustadora no país, a fome, o consumo de drogas e álcool, o envolvimento de crianças e adolescentes no crime, o tráfico de drogas e a prostituição, são situações que parece passar despercebidas aos olhos das autoridades.  

 

     Brunno Moreira

Jornalista ®0004120/GO

Fonte/Créditos: Jornal GoiÁS em Foco

Créditos (Imagem de capa): Redação Goiás em Foco

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