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Domingo, 19 de Abril de 2026
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Praça Coronel Joaquim Lúcio em Campinas, a nova cracolândia de Goiânia

Comerciantes e moradores vivem com medo

Brunno Moreira
Por Brunno Moreira
Praça Coronel Joaquim Lúcio em Campinas, a nova cracolândia de Goiânia
Redação Goiás em Foco
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O local faz parte da história de Goiás, e vem sendo tomado por usuários de drogas, traficantes, e animais abandonados, em que são alimentados pelos frequentadores da praça. Campinas é o bairro mais antigo de Goiânia, foi fundado em 1810, na época considerado um município, que levava o nome de Campininha das Flores, extinto, sendo agregado ao município de Goiânia durante a gestão do Interventor de Getúlio Vargas em Goiás, Pedro Ludovico Teixeira. Após o seu bi centenário, podemos observar suas construções deterioradas por falta das devidas manutenções.

A praça Coronel Joaquim Lúcio fica bem no final da Avenida 24 de outubro, ao lado de cartórios, emissoras de rádio, hospitais, e várias lojas de diversos segmentos. Durante o dia, milhares de pessoas transitam pela região, mas o medo de roubos devido a presença de usuários de crack, e aviõezinhos do tráfico, faz com que comerciantes, moradores, e até mesmo visitantes, evitem o local.   

Frequentamos o local por três dias, e notamos que traficantes que abastecem a região, se travestem de vendedores ambulantes para repassarem os entorpecentes para os moradores e usuários de drogas da praça. Durante a nossa presença, conseguimos contar 48 pessoas, sendo elas em situação de rua, usuários de substâncias ilícitas, álcool, e até mesmo de outras regiões que se reúnem no local para consumir crack. 

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Uma espécie de lavatório de mãos móvel foi implantado na praça pela Prefeitura de Goiânia, para tentar diminuir a contaminação pelo vírus da Covid-19 entre os andarilhos. Fogões improvisados com tijolos, e locais para o repouso, foram criados pelos frequentadores que revezam entre o coreto da Praça Joaquim Lúcio, com a região da Matriz de Campinas. 

Conversamos com comerciantes próximos da praça, eles relataram que trabalham com medo, por conta da quantidade de pessoas consumindo drogas, e destacaram para a nossa equipe, que em determinados dias da semana, a quantidade de usuários dobram, ficando impossível caminhar na região. Após a chegada da pandemia da covid-19, houve um aumento significante de pedintes, e aqueles que usam o local para se abrigarem, uma situação vantajosa para traficantes que exploram essas pessoas vulneráveis, relata o empresário que optou em não se identificar.  


A situação no local é degradante, problemas sociais que vem crescendo de forma assustadora no país, a fome, o consumo de drogas e álcool, o envolvimento de crianças e adolescentes no crime, o tráfico de drogas e a prostituição, são situações que parece passar despercebidas aos olhos das autoridades.  

 

     Brunno Moreira

Jornalista ®0004120/GO

FONTE/CRÉDITOS: Jornal GoiÁS em Foco
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