De acordo com o delegado da Central de Flagrantes de Aparecida de Goiânia, Humberto Teófilo, uma liderança da facção Primeiro Comando da Capital-PCC, com ramificações no Estado de Goiás, decretou a sua morte por meio do tribunal do crime, devido a quantidade de operações realizadas para desmantelar pontos de venda e consumo de drogas no município. Humberto é conhecido pelo trabalho contínuo de combate a inúmeras modalidades criminosas, sendo aquelas que afrontam o Código de Defesa do Consumidor-CDC e normas da Vigilância Sanitária, quanto furtos de energia elétrica, venda e consumo de entorpecentes, porte e posse ilegal de arma de fogo, além da violência doméstica contra mulheres e idosos.
Desde que assumiu o 4º Distrito Policial de Aparecida, Teófilo vem incomodando criminosos de alta periculosidade e levantando debates entre prós e contras as constantes operações, parte delas com apoio da Polícia Militar,Guarda Civil Municipal, Secretária do Meio Ambiente e Regulação Urbana. Durante as primeiras horas do feriado de carnaval, o delegado foi ameaçado ao apreender veículos equipados com som e prender quatro pessoas por crimes ambientais e desacato. Um deles estava portando tornozeleira eletrônica e deve progredir para o regime fechado.

Horas após a operação, o delegado voltou a sofrer ameaças de morte, desta vez supostamente por líderes do PCC, na tentativa de parar as ações da PC-GO. No crime organizado, “Decretar” significa eliminar, matar com requintes de crueldade, como aconteceu com o delegado aposentado Ruy Ferraz Fontes, quando deixava a prefeitura de Praia Grande, no litoral paulista, em novembro do ano passado. Conforme apuramos durante está edição, a ordem de execução parte da (Sintonia), uma espécie de liderança responsável pelas determinações e organizações das ações criminosas dentro e fora dos presídios.
Humberto Teófilo relatou que pedirá reforço a Secretaria de Segurança Pública para a sua proteção e de sua família.
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