Enquanto as atenções de parte do eleitorado estão voltadas para os jogos da Copa do Mundo, os bastidores da política goiana seguem em intensa movimentação. Faltando poucas semanas para o período das convenções partidárias, os grupos políticos começam a afunilar suas estratégias e definir os principais nomes que deverão disputar os cargos majoritários em 2026.

Na base governista, o governador Daniel Vilela (MDB) é o nome para a sucessão estadual. A disputa pela vaga de vice-governador continua aberta, mas o ex-deputado federal José Mário Schreiner aparece como um dos nomes mais ativos nas articulações políticas. Também são frequentemente citados Adriano da Rocha Lima, Luís do Carmo e o presidente da Assembleia Legislativa, Bruno Peixoto.

Na corrida pelas duas vagas ao Senado, a base aliada reúne um grupo robusto de postulantes, entre eles Gracinha Caiado (União Brasil), Vanderlan Cardoso (PSD), Alexandre Baldy (PP), Zacharias Calil (MDB) e Gustavo Mendanha (PRD). A tendência é que as negociações se intensifiquem nos próximos meses, já que o número de interessados supera o número de vagas acordadas.

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No campo bolsonarista, o senador Wilder Morais (PL) consolida sua pré-candidatura ao Governo de Goiás. Para a vice-governadoria, o nome tido como certo é o de Ana Paula Rezende, filha do ex-governador Iris Rezende. Na disputa ao Senado, aparecem Gustavo Gayer (PL), Oseias Varão (PL) e Humberto Teófilo (Novo), compondo um grupo alinhado ao projeto nacional do PL.

A base ligada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trabalha para consolidar a pré-candidatura de Luís César Bueno ao Governo de Goiás. A vaga de vice-governador ainda permanece indefinida. Para o Senado, os nomes mais citados são Isaura Lemos (PSB), Ricardo Dias (PV), Marcelo Moreira (PSOL) e Humberto Chaves (PSOL).

Já o grupo liderado pelo ex-governador Marconi Perillo (PSDB) trabalha para reconstruir espaço no cenário estadual. Marconi é apontado como pré-candidato ao Governo, enquanto a vaga de vice tem sido associada a nomes como Otávio Lage Filho, Hélio de Sousa, Flávia Teles, Roberto Balestra e Jaime Rincón. Para o Senado, figuram entre os nomes mais comentados Benedito Torres, Jales Fontoura e Eliane Pinheiro.

Apesar das movimentações já bastante avançadas, o cenário ainda está longe de ser definitivo. As convenções partidárias, previstas pela legislação eleitoral para o período de 20 de julho a 5 de agosto, serão decisivas para confirmar candidaturas, consolidar alianças e definir a composição final das chapas.

Até lá, muitas conversas acontecerão nos bastidores. Afinal, em política, os movimentos mais importantes nem sempre acontecem diante dos holofotes.

Para o eleitor, o momento é de acompanhar atentamente o debate público. Em 2026, estarão em disputa os cargos de presidente da República, governador, dois senadores, deputado federal e deputado estadual, tornando a eleição uma das mais importantes dos últimos anos para o futuro do país e de Goiás.

O tabuleiro está montado. As peças começam a ocupar suas posições. Mas, até as convenções partidárias, ainda haverá espaço para negociações, alianças e movimentações capazes de alterar o desenho final da disputa.

Divino Ajax
Professor, Jornalista, analista político.

FONTE/CRÉDITOS: Coluna Prosa com Ajax