A disputa pelas duas vagas ao Senado em Goiás acaba de ganhar um novo ingrediente político. O ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha (PRD), que até pouco tempo concentrava suas articulações na busca pela vaga de vice-governador na chapa de Daniel Vilela, começa a se inserir de forma mais clara no debate pela disputa ao Senado Federal em 2026.
Até então, a base governista trabalhava com um cenário relativamente consolidado, tendo como principais nomes para a disputa ao Senado Gracinha Caiado (União Brasil), Vanderlan Cardoso (PSD), Alexandre Baldy (PP) e Zacharias Calil (MDB). A entrada de Mendanha altera essa equação. Não se trata de um aventureiro político buscando espaço.
Gustavo foi prefeito de Aparecida de Goiânia por dois mandatos, disputou o Governo de Goiás em 2022, preside o PRD em Goiás e possui densidade eleitoral especialmente na Região Metropolitana de Goiânia. Seu nome é conhecido em todo o estado e sua pretensão é legítima dentro do cenário político atual. A movimentação também demonstra uma leitura pragmática da realidade.
Com o processo de escolha do vice de Daniel Vilela cada vez mais afunilado, Mendanha parece ter compreendido que as chances de ocupar essa vaga diminuíram consideravelmente. Como liderança estadual consolidada, dificilmente aceitaria ficar fora da chapa majoritária de 2026. Entretanto, sua caminhada não será simples. Após a eleição para governador em 2022, Gustavo acabou se afastando de alguns de seus principais articuladores e apoiadores políticos, muitos deles responsáveis pela construção de sua candidatura naquele período.
Agora, além de viabilizar eleitoralmente sua postulação ao Senado, terá o desafio de reorganizar sua base política, reconstruir alianças e ampliar sua rede de apoios pelo estado. A questão central passa a ser outra: como a base governista irá assimilar mais um nome competitivo na disputa? Nos bastidores, a construção da chapa majoritária de Daniel Vilela sempre buscou equilíbrio entre partidos, regiões e lideranças. O problema é que o número de postulantes aos cargos majoritários parece maior do que o número de vagas disponíveis.
No que diz respeito à disputa pela vice-governadoria, o cenário parece caminhar para uma definição cada vez mais restrita. Nos bastidores, dois nomes aparecem com força crescente: José Mário Schreiner e Adriano da Rocha Lima. Salvo alguma movimentação inesperada, a tendência é que a escolha fique concentrada entre esses dois perfis.
Uma coisa é certa: a entrada de Gustavo Mendanha no páreo torna a disputa pelo Senado ainda mais competitiva. "A grande questão agora é: como Ronaldo Caiado e Daniel Vilela estão enxergando essa movimentação?"

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