Espaço para comunicar erros nesta postagem
Com o início das convenções partidárias, a principal preocupação dos pré-candidatos a deputado estadual e federal está na composição das chapas proporcionais. As coordenações partidárias avaliam a força do conjunto de candidatos que disputará pelo mesmo partido ou federação.
As convenções começaram em 20 de julho e seguem até 5 de agosto. É nesse período que os partidos e as federações oficializam seus candidatos e definem suas estratégias para as Eleições de 2026.
De acordo com o TRE-GO, Goiás terá 5.081.043 eleitores aptos a votar no dia 4 de outubro. Estarão em disputa 41 vagas para deputado estadual e 17 para deputado federal, além dos cargos de presidente da República, governador e duas vagas para o Senado.
Com a expectativa de aumento dos votos válidos, o quociente eleitoral deverá ficar acima do registrado em 2022. Na prática, uma votação individual expressiva não garante a eleição. O desempenho do partido ou da federação será fundamental para transformar votos em cadeiras.
Como funciona o sistema proporcional
Diferentemente das eleições para presidente, governador e senador, definidas pelo sistema majoritário, a escolha dos deputados segue o sistema proporcional.
Nesse modelo, são considerados os votos dados diretamente aos candidatos e os votos destinados às legendas. A soma define quantas vagas cada partido ou federação poderá conquistar.
O quociente eleitoral é calculado pela divisão do total de votos válidos pelo número de cadeiras disponíveis. Depois, calcula-se o quociente partidário, que indica quantas vagas cada partido ou federação conquistará inicialmente.
Para ocupar uma dessas vagas, o candidato precisa obter pelo menos 10% do quociente eleitoral.
Na primeira etapa de distribuição das sobras, participam os partidos e federações que alcançarem pelo menos 80% do quociente eleitoral e tenham candidatos com votação mínima de 20%. Se ainda restarem cadeiras, todos os partidos e federações que participaram da eleição poderão entrar na distribuição, conforme a Resolução TSE nº 23.677.
Projeções para Goiás
Para as Eleições de 2026, estima-se que o quociente eleitoral fique próximo de 90 mil votos para deputado estadual e de 230 mil para deputado federal.
Em relação à votação individual, avaliações políticas apontam que candidatos com mais de 20 mil votos para deputado estadual e acima de 80 mil para deputado federal podem alcançar um patamar competitivo. Esses números, porém, não garantem a eleição, pois o resultado depende também do desempenho do partido ou da federação e da posição do candidato dentro da chapa.
Todos esses valores são projeções. Os quocientes oficiais somente serão conhecidos após a apuração, pois dependem da quantidade de votos válidos. Abstenções, votos brancos e votos nulos não entram no cálculo.
A composição das chapas será estratégica
Os pré-candidatos já definiram seus partidos, pois o prazo de filiação terminou em 4 de abril. Agora, as atenções estão voltadas para a composição definitiva das chapas proporcionais.
Os partidos e as federações precisam formar chapas completas, equilibradas e competitivas. Fragilidades das candidaturas ou eventuais desistências podem reduzir a votação do conjunto e comprometer a conquista de vagas.
Uma chapa fraca pode não alcançar votos suficientes. Por outro lado, uma composição com muitos nomes eleitoralmente fortes aumenta a concorrência interna e pode dificultar a classificação individual.
O desafio será reunir candidatos com grande capacidade eleitoral, nomes intermediários e representantes de diferentes regiões e segmentos sociais. Não se trata mais de escolher em qual partido disputar a eleição. Essa decisão já foi tomada. Agora, o ponto central é saber como cada partido ou federação organizará sua chapa e qual será sua capacidade de transformar votos em cadeiras.
A eleição proporcional de 2026 será definida pela combinação de três fatores: votação individual, força coletiva da chapa e estratégia partidária. Para chegar à Assembleia Legislativa ou à Câmara dos Deputados, o desempenho do conjunto poderá ser tão importante quanto a votação de cada candidato.
Divino Ajax
Professor, Analista Politico
Nossas notícias
no celular

Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se