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Quem acredita que o cenário político de Goiás já está definido pode estar se precipitando. A poucos dias das convenções partidárias, os bastidores permanecem intensos e as principais decisões ainda dependem de articulações que podem ser fechadas na última hora. O caso mais emblemático é a escolha do candidato a vice-governador na chapa do governador Daniel Vilela (MDB). Embora circulem nos bastidores informações de que o ex-secretário de Estado Adriano da Rocha Lima seria o escolhido, a definição ainda não foi oficializada. Enquanto isso, outras forças políticas seguem em campo.
O segmento evangélico mantém articulações em favor do ex-senador Luiz do Carmo. Já lideranças do agronegócio, prefeitos e representantes do interior do Estado continuam defendendo o nome do ex-deputado federal e ex-presidente da Faeg, José Mário Schreiner. Na avaliação deste colunista, a definição deverá ocorrer apenas durante a convenção partidária. Até lá, qualquer movimento pode alterar o cenário.
No PSDB, a situação também permanece em aberto. Marconi Perillo é o nome consolidado para disputar o Governo de Goiás, mas a escolha do candidato a vice ainda alimenta especulações. Entre os nomes lembrados nos bastidores estão Jales Fontoura, Hélio de Sousa e Ernesto Roller. A frente de esquerda já avançou na composição da chapa majoritária, com Luís César Bueno para governador e Cláudio Mundim para vice.
Já a Unidade Popular lançou Luciana Amorim para o Governo de Goiás, tendo Caymmi Henrique como candidato a vice. Na direita, o senador Wilder Morais definiu sua chapa com Ana Paula Rezende como candidata a vice-governadora, tornando-se o primeiro pré-candidato ao Governo de Goiás a apresentar a composição majoritária. Outro tema que promete dominar os próximos dias é a definição da estratégia da base governista para o Senado.
O grupo reúne nomes de peso, como Gracinha Caiado (União Brasil), Vanderlan Cardoso (PSD), Gustavo Mendanha (PRD) e Zacharias Calil (MDB). A grande dúvida é se a base manterá quatro pré-candidaturas até as convenções ou buscará uma composição para reduzir o número de postulantes e concentrar forças na disputa. Na política, o relógio marca o tempo, mas nem sempre define o momento das decisões. Muitas vezes, os acordos mais importantes acontecem nas últimas horas, quando interesses partidários, estratégias eleitorais e capacidade de articulação se encontram na mesma mesa.
O tabuleiro está montado. As peças continuam se movimentando. E, até o encerramento das convenções, dificilmente alguém poderá afirmar que a partida já está decidida.
Divino Ajax, professor, jornalista e analista político!
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