Em reunião que aconteceu no fim da tarde desta terça-feira no Palácio Guanabara, o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), disse a todo o seu secretariado que não renunciará. Na manhã de hoje, agentes da Polícia Federal foram à residência dele para cumprir mandado de busca e apreensão. 

Witzel diz que está sendo perseguido pelo presidente Jair Bolsonaro, que, horas depois da operação, parabenizou a PF. O governador afirmou também que entenderia se algum secretário preferisse deixar o governo agora, pois sabe que é um momento difícil. Todas as pessoas presentes ficaram em silêncio. 

A operação deflagrada nesta terça se destina a apurar indícios de desvios de recursos públicos destinados ao atendimento do estado de emergência de saúde pública em decorrência do coronavírus, no Rio de Janeiro.

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Segundo nota divulgada pela PF, “elementos de prova obtidos durante investigações iniciadas no Rio de Janeiro pela Polícia Civil, pelo Ministério Público Estadual e pelo Ministério Público Federal foram compartilhados com a Procuradoria-Geral no bojo de investigação em curso no Superior Tribunal de Justiça e apontam para a existência de um esquema de corrupção envolvendo uma organização social contratada para a instalação de hospitais de campanha e servidores da cúpula da gestão do sistema de saúde do estado do Rio de Janeiro”.

FONTE/CRÉDITOS: O Globo