Criminosos utilizam redes sociais para comercializarem diplomas e notas falsas: as quadrilhas falsificam desde certificados de ensino médio a diplomas de graduação superior. A forma de confeccionar os documentos é similar aos meios tradicionais e lícitos, mas é possível notar a falsificação através de erros ortográficos e selos de identificação das entidades citadas, como também através do banco de dados das instituições.
Os anúncios são feitos através de plataformas digitais de uso popular, sendo explícito que os documentos não possuem veracidade, mas com possibilidade de serem usados para preencher vagas de emprego, cursos superiores e até mesmo concursos públicos; como aconteceu na cidade de Uruaçu, no norte do Estado, em que um servidor da prefeitura adquiriu um diploma falso para preencher uma vaga de concurso, mas foi descoberto após erros de ortografia, data de conclusão e até mesmo o dia do nascimento do senhor de 52 anos, que foi indiciado pela polícia civil baseado no artigo 304 do código penal brasileiro.
Além da falsificação de documentos, as quadrilhas também são especializadas em notas falsas, contas “Fakes” para recebimento de quantias ilícitas provenientes de golpes, roubos e vendas de entorpecentes, além da confecção de atestados médicos para o afastamento de funcionários da iniciativa privada e também do serviço público.
As notas são vendidas pela metade do valor específico na cédula, sendo que cinquenta é comercializado por vinte e cinco, dando uma margem de lucro de 50% para o receptador. Os criminosos utilizam feiras, comércios administrados por idosos ou eventos com grande fluxo de pessoas para aplicarem o dinheiro falso. Outra modalidade utilizada é o comprovante falso de transferência via Pix, ou depósito bancário para aplicação de golpes em terceiros. Os comprovantes também são vendidos em redes sociais, existindo até grupos de troca de mensagens especializados na confecção e venda dos documentos falsos de transações bancárias.
Brunno Moreira
Jornalista ®0004120/GO
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