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Domingo, 19 de Abril de 2026
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Economia

LOCKDOWN:Como os comerciantes foram afetados

Duas semanas de decreto causa grande impacto e dificuldades aos comerciantes

Tiago Teixeira
Por Tiago Teixeira
LOCKDOWN:Como os comerciantes foram afetados
Reprodução: Paulo Henrique Mota
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Em Goiás, a taxa de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) encontra-se com cerca de 97%, de acordo com a Prefeitura de Goiânia, só na capital consta com 588 leitos ocupados, segundo dados do site da prefeitura, atualizado hoje, quinta-feira (11). O grande risco de contaminação segue crescendo e a quantidade de leitos disponíveis ainda é pequeno.
Diante disso, nas duas últimas semanas a prefeitura de Goiânia estabeleceu lockdown e novas regras de restrições para combater o vírus, fechando muitos comércios e deixando apenas serviços essenciais funcionando. Os comerciantes sofreram novamente o impacto da paralisação, tendo que fechar as portas mais uma vez.


Marcelo Rodrigo Dresch, proprietário de um restaurante em Goiânia, relatou de que forma a paralisação afetou no seu estabelecimento, “o que mais afetou é o cliente não pode vir no restaurante, nós dependemos deles, nem todos têm acesso ao delivery”. Marcelo, que recebe em média de 100 clientes por dia, percebeu uma queda nas vendas de 80%. Caso haja novos decretos, o proprietário informa que não sabe até quando consegue segurar fechado e que está preparado com todos os cuidados necessários para que possa retornar a abertura do estabelecimento.


O proprietário da rede JP’s Burguer Beer, Richard William dos Santos, acostumado receber um público em torno de mil pessoas por dia e faturar em média de R$20.000,00 no mesmo, seguindo as regras e determinações estabelecidas pelo novo decreto, teve que fechar as portas. Segundo ele, optar por seguir atendendo apenas por Delivery não cobriria os custos de abertura da empresa, então a maneira correta foi de manter de fato fechada. 

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A lojista Samayra Barreto Alencar, proprietária de uma loja de roupas femininas localizada na região da 44, destaca que essas duas semanas de fechamento está sendo complicada, “Não estamos com renda e as contas não param. Porque lockdown pra quem tem dinheiro e pode ficar em casa é fácil”. Para ela, a parte financeira foi o que mais afetou durante este período, despesas e aluguel continuam e não sabe como irá pagar.

Enfrentando dificuldades e por meio de busca de soluções para não parar, questionada sobre aquilo que espera do futuro e de um bom recomeço, Samayra espera que a economia volte em alta e que o mercado reaja, e informa que as dificuldades em manter as despesas do comerciante com poucas vendas é um processo bem difícil.  

DEMISSÃO 

O empresário Richard William destaca que já demitiu 50% dos colaboradores da empresa e que se as atividades não retornarem presenciais nos quatorze dias estabelecidos no decreto, terá que demitir cerca de mais 40% de sua equipe, ficando apenas com os gestores. 

SINDICATOS 

Os comerciantes sofreram e enfrentaram grandes conflitos neste processo de fechamento, pois muitos seguimentos não eram propícios para atendimento em Home Office ou por delivery, então seguir de portas fechadas e não poder trabalhar foi uma situação em que muitos tiveram que aceitar. De acordo com o Sindicato do Comércio Varejista no Estado de Goiás (Sindilojas-GO), considerando o atual cenário, a principal ajuda oferecida às empresas associadas ao sindicato é a orientação/consultoria jurídica para sanar dúvidas relacionadas tanto ao cumprimento dos decretos quanto a possíveis acordos propostos entre empregadores e empregados. 


Segundo o sindicato, ainda não há levantamentos que mostram dados de empresas que optaram em fechar suas lojas e estabelecimentos definitivos. O sindicato apoia os esforços para aumentar o isolamento social, mas acredita que há alternativas mais viáveis para equilibrar o combate à Covid-19 com o funcionamento da economia.

Para o presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio no Estado de Goiás (SECEG), Eduardo Amorim, sempre que o mercado do emprego se movimenta, eles são os primeiros a sentirem este impacto. ”Até o momento os números não apontam nada fora da normalidade no que diz respeito a desligamentos nas empresas do comércio. Talvez porque tenhamos feito acordos que preservam o emprego do trabalhador e não descapitaliza o patrão de imediato com rescisões, visto que o valor de uma demissão não é pequeno”, ressalta o presidente. 

FONTE/CRÉDITOS: Tiago Teixeira
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