Após o escândalo envolvendo o médium João de Deus na cidade de Abadiânia, cerca de 80 quilômetros da capital, o estado de Goiás é palco de mais uma operação policial envolvendo líderes religiosos. Dessa vez, Padre Robson Oliveira, um dos representantes da igreja católica com maior influência no estado. A operação policial foi desencadeada pelo Ministério Público Estadual, sendo alvo o religioso, e entidades criadas por ele, sendo a Associação Filhos do Pai Eterno (AFIPE), entidade responsável pelo Santuário Basílica de Trindade, cidade na região metropolitana de Goiânia, conhecida como Capital da Fé, devido a conhecida Romaria que acontece todos os anos.
Padre Robson é investigado por lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, e sonegação de impostos, chegando à um desvio de mais de 8 bilhões de reais.
O Padre passou a ser investigado, após ele procurar a polícia, alegando que estava sendo extorquido por criminosos, que alegaram ter vídeos íntimos dele, e que comprometeria caso fosse divulgado. O padre ainda relatou que pagou os valores solicitados pelos criminosos, sendo aproximadamente 3,5 milhões de reais, o que levantou suspeita, dando início as investigações do GAECO.
Padre Robson é hoje um dos homens mais ricos do estado de Goiás, sendo que através de sua associação, adquiriu diversas emissoras de rádio e televisão. Nas investigações, políticos com mandatos ativos na cidade de Trindade, também foram citados. Uma coletiva com os responsáveis pela operação está marcada para as próximas horas.
A operação tornou pública após a Juíza Placidina Pires, entender que os fieis precisariam saber qual era a destinação do dinheiro do dízimo e doações feitas para a igreja católica em Trindade. Entre as investigações, a construção da nova Basílica, também com possíveis indícios de desvios de verbas, causando a prorrogação no término da obras por diversas vezes.
Repórter Brunno Moreira
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