A economia goiana fechou o primeiro semestre de 2026 com um aumento de 16,4% de abertura de Microempreendedores Individuais (MEIs) em relação ao mesmo período de 2025. Os números foram divulgados pela Junta Comercial do Estado de Goiás (JUCEG), e referem-se ao período entre janeiro e junho deste ano. 


Ainda segundo os dados, o mês de março foi o de maior quantitativo de abertura de MEIs, com 14.490 registros. O mês com o pior desempenho foi justamente o último, no qual a JUCEG realizou um total de 11.620 novas iniciativas. 


Para o empresário e pré-candidato a deputado estadual Felipe Mabel (Podemos), os números indicam a continuidade do ciclo de desenvolvimento experimentado por Goiás. “Trata-se de mais um indicativo de que a economia goiana possui capacidade de absorção de novas iniciativas, justamente, naqueles setores de atividade produtiva que geram a maior quantidade de empregos”, salienta. 

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Entretanto, Mabel adverte que, se o aumento da abertura de novas iniciativas no estrato dos micro e pequenos negócios é um dado positivo, persiste o desafio de fazer com que essas iniciativas superem a etapa de seu processo de gestação e consolidação. “É a famosa fase crítica, dos dois primeiros anos”, resume o empresário. 


Nesse sentido, Felipe destaca que um adequado manejo de instituições de Estado, aliadas a uma condução mais responsável da política econômica na esfera federal, podem transformar essa primeira empolgação em um ciclo realmente estruturante de crescimento de médio e longo prazos. 


“Goiás possui uma rede de oferta de microcrédito que é uma das melhores do país. Existem programas como Goiás Empreendedor, conduzido pela Agência Goiásfomento, que é um exemplo para o país. Mas um verdadeiro incentivo seria o início da redução sistemática da nossa taxa de juros, que é um freio para o desenvolvimento. E isso só vai acontecer quando os governos aprenderem a equilibrar suas contas”, avalia. 


Mabel enfatiza que, apesar das dificuldades, os dados divulgados pela JUCEG apontam para virtudes inerentes aos atores econômicos goianos. “O goiano é brasileiro e, como tal, possui uma capacidade de resistir às adversidades e de ser criativo em momentos de dificuldade que nos fazem encarar o futuro com crescente otimismo, apesar dos percalços. Tudo o que essa gente precisa é de um pouco de incentivo e liberdade para trabalhar. Se nosso povo puder dispor disso, do resto ele corre atrás, e todos nos beneficiamos”, conclui.